Meu Novo Amigo Peludo – Parte 2

Se você perdeu a primeira parte, é só CLICAR AQUI.

A minha história sobre a busca de um novo companheiro começou bem: pouco depois do meu primeiro post aqui no blog recebi uma enxurrada de e-mails, whatsapps e mensagens no Facebook me indicando ONGs e animais abandonados que ainda estavam sem dono.

Neste momento foi crucial ter muito autocontrole e botar prós e contras de cada um à frente de sua fofura. Nesta busca pela razão, é sempre bom ressaltar alguns pontos:

SAÚDE: o seu novo amigo deve ter algumas vacinas e ser castrado. Verifique também a existência de alergias ou machucadinhos: pode ser desde um problema bacteriano até mesmo pulgas. Se você resolver pegar um animalzinho na rua por conta própria, prepare-se: as vacinas variam de R$100 a R$150, a castração pode chegar a R$200, tratamento de pulgas fica em torno de R$50/mês, e o tratamento de alguma infecção pode sair bem caro.

IDONEIDADE: é caro cuidar de um animalzinho. Agora imagine uma ONG cheia deles! Sim, eles vão apelar para o seu emocional para tentar “empurrar” um bichinho para você. Analise bem suas opções, e deixe o animal escolher você – aproxime-se das gaiolas, muitas vezes é amor à primeira vista para ambos.

PERSONALIDADE: nessa hora busque pelo histórico do animal para traçar seus mais marcantes traços de personalidade, e veja se é compatível com o que você busca. Cachorros com traumas muito grandes, por exemplo, precisam de uma atenção maior que outros, além de não serem tão brincalhões.

Eu aprendi essas lições da pior forma possível: apresento-lhes a NINA!

Nina

Essa cachorrinha chegou como um turbilhão. Eu meio que sem pensar e apaixonado pela ideia de ter um cachorrinho caí de cabeça nela. Segundo a ONG da qual adotei, ela era “muito carinhosa, mas um pouco medrosinha“. Eu teria que “dar bastante carinho para ela se acostumar, mas isso é rápido.”

Não galera, não foi nada disso. A Nina infelizmente sofria de algum trauma muito forte. Ela não ficava no mesmo cômodo que eu, a não ser que eu a pegasse no colo – o que a deixava catatonicamente estática (provavelmente por medo).

Um vez, apavorada com fogos por causa de um jogo de futebol, fui atrás dela para pegá-la no colo e fazer com que se acalmasse. Só que ao invés de acalmar, a cachorrinha perdeu até o controle de suas funções básicas, fazendo cocô e xixi – sim, ao mesmo tempo – quando finalmente consegui segurá-la.

Por conta deste episódio entrei em contato com a ONG para agendar o “retorno” da Nina. Não porque fui um “pai” ruim, mas porque aquilo fazia mal tanto para ela quanto para mim. Ao devolvê-la, já havia conseguido traçar o perfil de dono ideal para ela: precisava ser uma casa com alguém 24h presente e preferencialmente com algum outro cachorro.

E ao falar isso à ONG, recebi uma resposta inesperadamente positiva. Eles assumiram que não haviam traçado o perfil corretamente pois a cachorrinha havia chegado recentemente, agradeceram o meu “feedback” e me deram a melhor das notícias: a Nina já tem um novo lar. Ela será adotada por uma senhora, já idosa, dona de uma casa bem grande e mais um cachorrinho.

“Quando é pra ser, é pra ser”. E nesse caso, não poderia ser melhor.