O primeiro Uber a gente nunca esquece…

O primeiro Uber a gente nunca esquece…

Era uma manhã de terça-feira ensolarada. Faziam 28 graus, e eram apenas 9h20 da manhã. Eu me preparava para ir para o trabalho quando pensei: como será que funciona o Uber?

Já tinha instalado o aplicativo mas, por conta das notícias de aprovação/veto nunca havia usado. Não que o app fosse um serviço ilegal ou algo do tipo – sei que não é – mas eu sou meio caxias: enquanto não houvesse o aval, me sentia clandestino.

E outra: gosto do serviço do 99taxis.
Detesto taxi de rua, mas gosto dos que chamo via aplicativo.

Chamei o Uber pela primeira vez. O taxi demora em média 5min para chegar na minha casa, o Uber demorou 7min. Um pouco mais, sim, mas nada que se compare às esperas de horas das antigas radio taxis, que Deus as tenha!

Entrei no carro, e comprovei o que já era esperado: ar condicionado, água, bala e Waze já programado com o meu destino. Um carrão, com bancos de couro e música à minha vontade. Andamos poucos metros, até que avistamos na nossa frente um Hyundai Azera com um adesivo de um cartoon da Dilma, vestida de presidiária e com uma bola de aço aos pés, grudado em seu para-choques.

Essa foi a minha chance! Ri de maneira despretensiosa e comentei: “É, tá todo mundo reclamando mesmo. Nem esse dono desse carrão parece satisfeito com o governo”. O motorista então ri despretensiosamente também e complementa: “Eu não tenho do que reclamar não. Aliás, não costumo reclamar de nada, até que a coisa esteja realmente ruim”.

Ao final da corrida, o mesmo valor de sempre entre a minha casa e o trabalho: R$ 15,00.

É isso.
Adeus, táxi branco.
Vida longa ao Uber.