Precisamos de candidatos, e não de Datenas

Precisamos de candidatos, e não de Datenas

José Luiz Datena pelo PP.
João Dória Júnior pelo PSDB.
Marta Suplicy, pelo PMDB.
Marco Feliciano, pelo PSC.

O que eles possuem em comum? A pré-candidatura à prefeitura de São Paulo. E eu, minimamente interessado no assunto ‘Política’, vejo a iminente possibilidade de ter que lidar com candidatos vergonhosos aparecendo na minha urna eletrônica em 2016.

Este final de semana, ao ver os protestos nas ruas do Brasil, fiquei me perguntando: até quando lutaremos contra quem está no poder, e esqueceremos de lutar para que os partidos escolham representantes com um mínimo de experiência na arte de ‘fazer política’ com qualidade?

Por que um executivo retrógrado, um apresentador de notícias
bizarras, uma antiga prefeita – capaz de fazer
perguntas homofóbicas por puro marketing nas eleições
passadas – e um pastor evangélico ultraconservador
são cogitados para cargos tão importantes?
Será desespero ou despreparo dos partidos?

Não dá para acreditar que o mesmo povo que vai às ruas não cogite fazer qualquer tipo de pressão aos partidos para a escolha de bons pré-candidatos. Não dá para acreditar que seremos para sempre o povo que reclama quando o fruto colhido é ruim, ao invés de melhorar o solo onde a árvore foi plantada.

.

A lógica das manifestações.

.

Precisamos de reforma política, não de impeachment.
Precisamos de CPIs sérias, não de Ditaduras.
Precisamos de candidatos, e não de Datenas.

Precisamos de fato mudar o que está ruim, mas precisamos mudar na raiz.

[…]

*UPDATE: Marco Feliciano anunciou sua candidatura pelo PSC em 31/08, data em que inclui neste artigo as informações relativas a ele. Nem precisei editar muito o texto, infelizmente.