Afinal, o amor é suficiente para justificar o casamento gay?

Afinal, o amor é suficiente para justificar o casamento gay?

Evito constantemente ser um militante da causa gay – mesmo sendo gay – e faço isso por vontade própria. Não é que eu eu desacredito na militância, e muito menos na causa, mas sim porque desacredito em todo o resto ao redor. E me faltam forças às vezes.

Mesmo assim tenho uma tendência incrível de me fazer ouvido quando acho necessário. Bom, este é um destes momentos.

Um colega comentou hoje comigo sobre um vídeo que estava circulando na internet, sobre um relacionamento gay que teve um final trágico, e que ficou ainda pior associado à não-aceitação da família de um deles e a ilegalidade de uma união estável.

ASSISTI.

Daí me lembrei de um post antigo que aqui do blog, sob o título Como explicar Direitos Gays às Pessoas com Discursos Estúpidos… E me caiu a ficha: não importa o quanto a gente discuta a necessidade do casamento gay em vida. A gente tem que discutir os termos de qualquer casamento utilizando seus próprios mandamentos: amar e respeitar na alegria e na doença, na tristeza e na pobreza, até que a morte os separe.

Claro que não vou discutir sobre casamento sob os aspectos bíblicos, até porque seria cíclico. Por exemplo: na bíblia não existe divórcio, mas na sociedade atual sim. Então podemos supor que o casamento como ele é entendido hoje já não parte apenas da premissa religiosa, mas sim de uma série de aspectos que envolvem também legislação e liberdade.

O que falta também não é conscientização… a palavra certa é discernimento sobre o que é o tal AMOR.

Quando duas pessoas resolvem entrelaçar completamente suas vidas, não é por causa de um anel ou por uma assinatura no cartório. É para compartilhar momentos, memórias e, porque não, os benefícios que só uma vida a dois proporciona. Então deixo aqui a minha reflexão para quem busca seus direitos, para os que pouco se importam com eles, e até mesmo para os que não são gays e não sabem porque estão lendo este post:

NÃO, O AMOR NÃO É SUFICIENTE PARA JUSTIFICAR UM CASAMENTO.
O amor não é suficiente nem para justificar um namoro, para falar a verdade. O amor é o principal ingrediente de uma receita gigante, que inclui também boas doses de confiança, cumplicidade, respeito, deveres e, principalmente, direitos. O casamento não serve apenas para provar que o amor existe, mas também para provar a sua existência e a sua importância na vida de outra pessoa. Já ouvi muita gente falando que “família é quem cria, não quem gera”. Afinal, quem é a família, senão aqueles que consideramos como pai, mãe, irmãos, cônjuges e filhos? Não teriam todos eles peso nas nossas decisões?

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