Como eu me apaixonei pelo meu marido

Como eu me apaixonei pelo meu marido

Minha história com ele começou muito antes do primeiro olhar, e ele sabe disso.

Minha vida, até meados de 2013, havia sido uma montanha russa. Errei muito, admito. Fui maltratado e maltratei. Era egoísta, egocêntrico e mesquinho. Bem, nem sempre: no fundo eu sempre fui esse cara que eu sou hoje, mas nunca o deixei aflorar. Talvez porque eu tivesse medo e não me sentisse seguro, mas principalmente porque faltava um pouco de vontade.

Eu nunca me imaginei casado, ou mesmo morando junto. E no começo do ano passado, se alguém dissesse que isso iria acontecer, talvez eu risse. Não por achar engraçado, mas por achar ser improvável.

O começo do começo

Bem, minha história com ele começou quando eu percebi que a minha vida estava toda errada. Eu me sentia completamente fora de controle – física e emocionalmente – e poucas pessoas sabiam disso. Nas minhas veias corriam problemas em forma de trem desgovernado. Eu quase quebrei a mim mesmo.

Então ele começou a aparecer para mim como vontades, desejos, esperanças. Eu desenhei ele, suas qualidades e defeitos, na minha cabeça. Comecei a encontrar a paz na sua falta. É engraçado isso: muitas vezes a gente tenta encontrar a paz nas pessoas erradas, e só consegue ficar ainda mais nervoso com isso. Aos poucos ele começou a ganhar forma na minha imaginação, e todas as outras pessoas começaram a esmaecer na noite.

Não foram uma ou duas vezes: foram meses e meses de baladas, bares, happy hours e até encontros com amigos, banhados numa imensa falta de vontade de conhecer alguém. Vejam, eu não estava fechado para o mundo, eu estava aberto para coisas completamente diferentes do que eu havia vivido até então – e aquilo era mais do mesmo, over and over again.

Um dia fui numa balada improvável com os meus amigos. Na volta do banheiro, cruzo um olhar com alguém que não flertava comigo, mas tentava entender o meu olhar curioso. Ele chegou em mim e disse “O que você tá olhando?” e eu, com a maior cara de pau, respondi “Eu te achei bonito”.

Ele então me falou que era farmacêutico, barítono num coro, e estava estudando para ser modelista. Pensei comigo: esse menino é diferente de tudo que eu já conheci na vida. Nesta hora eu saí da minha zona de conforto solitária e caí em seus braços. E não larguei mais.

Trocamos confidências, ideias para o futuro e fomos perigosamente honestos um com o outro. Quando surgiu a vontade de morarmos juntos, colocamos planos em ação. Quando sentimos que precisávamos oficializar nossa união, assinamos tudo em cartório. E contra todas as previsões do mundo, encontramos em nossas pequenas loucuras nossos maiores cúmplices.

Ele é um cara especial, único, diferente.
Ele é incrível, e eu não trocaria ele por nada.

Feliz 34, meu amorzão! <3