Dia do Orgulho Hétero, um evento de Facebook com proporções legais

Já não bastassem as inúmeras marchas sem sentido que assolam os moradores do Facebook, agora temos o início dos Dias de Orgulho sem sentido. Fruto dos devaneios políticos que assolam os moradores deste país cheio de diferenças e miscigenações.

Faço minhas  as palavras do Vitor Angelo, colunista da Folha de S. Paulo:

“Isso muito me preocupa e pensei até em escrever para o nobre vereador evangélico Carlos Apolinario (DEM), autor do importantíssimo projeto, para ele me esclarecer o que está acontecendo. Porque se os héteros estão sendo assassinados por sua conduta sexual, se estão sofrendo humilhação nas escolas ou no trabalho pela orientação sexual, ou pior, se o beijo hétero está sendo vetado, temos sim, que sair em causa dessa população. Não podemos deixar marginalizar os héteros, como não podemos deixar que nenhuma minoria seja considerada cidadã de segunda categoria. Afinal, a discussão não é por supremacia e sim por igualdade.”

O principal alicerce da nossa sociedade está bambo e inacabado: a educação. E eu não falo daquela educação de tratar as pessoas com respeito ou de ir até o colégio assistir aulas, mas sim daquela recebida no convívio social e familiar, que dá a instrução necessária para que as pessoas – donas de um intelecto de possibilidades quase infinitas – possam aprimorar suas sinapses a ponto de descobrir como pensar e agir, racional e emocionalmente, em prol de si próprias e do convívio com os outros.

As pessoas só conseguirão entender outras se antes entenderem a si mesmas.

Temos que esperar o posicionamento e aprovação da Lei pelo Sr. Prefeito Gilberto Kassab. Até lá, Ordem e Progresso continuam sendo duas palavras perdidas na mão que encosta o próprio peito durante eventos solenes.