Parada Hétero, Bolas e Água Oxigenada

Parada Hétero, Bolas e Água Oxigenada

Este post não é uma crítica aos heterossexuais, mas sim a todas as pessoas que fazem qualquer tipo de juízo de valor sobre outras pessoas, só porque elas não controlam suas naturezas para agradá-las.

Por mais que eu ache banal homens adultos se baterem e se assassinarem por causa de dois grupos de 11 outros caras, mais 1 de preto e 1 bola, eu não os julgo. Aprendi desde pequeno que a paixão é linda em todas as suas formas. Na psicologia, aprendi que existem momentos movidos pela emoção que levam o ser humano a entrar em contato com lados mais primitivos (Id). Tudo justificável.

Já a busca pela perfeição, o histerismo e os pelos clareados ao sol femininos também não me abatem. Entendo que muitas vezes as mulheres precisem se autoafirmar perante os homens utilizando sua aparência. Passam horas se colocando em caras, bocas e vestes para passarem uma mensagem errada para a sociedade e, desta forma, seguirem os ritos que regem o mundo ocidental: engravidar, casar, se separar e fazer crochê.

Realmente, os gays são uma raça que devemos analisar de forma pessoal e discriminatória na maior revista em circulação no país. É mesmo um absurdo estes homossexuais e suas manias de serem ouvidos, de terem direitos civis e de não serem discriminados pelo que os fazem felizes entre quatro paredes.  É um horror eles andarem na rua de mãos dadas, de trocarem um selinho num shopping, ou mesmo de adotarem uma criança que não recebe um pingo de amor num abrigo.

Não, eu não sou cego. Na moral da história somos todos humanos. Uns aparentam mais, uns menos, mas todos somos. E do mesmo jeito que vejo héteros se matando por futebol ou mulheres se sujeitando ao ridículo (até o chão), vejo gays agindo como um bando de perus fugindo da ceia de Natal. Glu glu glu glu glu! Sim, existem exceções a todas as regras quando o assunto são os seres humanos e suas maneiras de pensarem e viverem suas vidas.

Eu, como cidadão, tenho o direito de expor meu livre pensamento, desde que eu tenha a responsabilidade de lidar com as consequências dos meus atos. Mas eu, como editor chefe de uma revista, teria como direito apenas publicar matérias que agreguem conhecimento e disseminem a educação dos meus leitores. Dar notícias importantes para que eles estejam sempre bem informados sobre os principais acontecimentos que os rodeiam. Nunca fazer um desserviço à sociedade.

Toda e qualquer forma de discriminação com qualquer minoria deve ser criminalizada porque é injusta. Não é porque a maioria das pessoas gosta do sexo oposto que uma minoria diferente deve moldar sua felicidade para agradá-las. Da mesma forma que as pessoas não são obrigadas a ficarem com o mesmo tom de pele para que a discriminação acabe.

Ao invés de lerem VEJA, por favor: assistam X-Men.