Campus Party 2012 – Uma Odisséia de Novidades

Campus Party 2012 – Uma Odisséia de Novidades

A Campus Party, o maior evento geek do planeta, mais uma vez se superou. A edição deste ano excedeu seus próprios números e ganhou o status de maior do Mundo, com um total de 7.500 campuseiros, cobertura por mais de 1.000 jornalistas e milhares de visitantes.

Os destaques da edição ficaram, mais uma vez, com os projetos de Modding. Unindo uma criatividade sem limites e alguns recursos, as CPUs modificadas chamaram atenção tanto dos participantes quanto da imprensa. Já os cubos Geek e de Conteúdo uniram e possibilitaram a discussão de diversos líderes de opinião e blogueiros influentes. Dali surgiram novas parcerias, novas visões e, principalmente, muitos posts e podcasts.

O networking entre os participantes continua sendo o diferencial e, durante a semana, nasceram iniciativas comerciais, contatos das mais diversas áreas da tecnologia e, porque não, amigos com interesses em comum, mas que talvez nunca se conheceriam por conta da distância geográfica.

O Famoso Engajamento

O ano de 2012 foi marcado pelas empresas que queriam falar com os geeks, e não apenas vender seus produtos. O movimento já acontece há tempos e nesta edição isso ficou ainda mais visível. O culpado pelo movimento: a própria internet. Hoje é muito mais importante para o sucesso de uma empresa que as pessoas experimentem sua marca ao mesmo tempo em que criam afinidade.

Mesmo que as ações deste ano sejam, de certa forma, releituras de coisas que já foram feitas, algumas delas chamaram a atenção dos campuseiros. Desde a despretensiosa distribuição de donuts da Opera, que tinham o formato de seu logotipo e formavam filas imensas, até o Arcade oferecido pela Norton da Symantec, que remetia aos super-heróis clássicos, a idéia das empresas era fazer com que as suas marcas tivessem uma conexão com o público do evento, ao invés de enchê-los de brindes aleatórios.

Já outras empresas pecaram. O Bradesco, em meio a uma onda de furtos ocorridos durante a semana, teve a idéia de fazer um concurso em que o campuseiro que levasse a maior quantidade de toalhas até seu estande ganharia um tablet. O problema é óbvio: quantas toalhas você acha que um participante leva para a Campus Party?

Estes resultados levam a uma única reflexão: não basta estar na internet e criar ações mirabolantes. Se uma empresa não possui um aconselhamento estratégico de qualidade e profissionais que entendam os prós e contras de cada passo dado em direção ao engajamento de suas audiências, as chances de erro aumentam drasticamente. Foi-se o tempo em que era necessário ser diferente. O que move as ações das empresas hoje é entender seu público e saber o que ele espera de você.

Inovação em alta

O que move a Campus Party são as novidades criadas por seus participantes. Desde iniciativas de empreendedorismo até o desenvolvimento de aplicativos, a inovação ganha um status de rotina durante o evento.

Os assuntos mais debatidos foram HTML5, aplicações na nuvem e, principalmente, dispositivos móveis. O compartilhamento de informações associado à mobilidade consagrou-se mais uma vez como o grande combustível para as inovações, que vão de aplicativos para atividades físicas noturnas a soluções de sustentabilidade que integram redes sociais, reciclagem, habitantes de uma cidade e comércio local.

Cada vez mais a tecnologia se aproxima das pessoas e de suas preocupações sobre si mesmas e sobre o mundo. Para quem achava que o futuro era frio e robótico, nada melhor do que o calor humano emanado por mais um evento geek de sucesso para provar o contrário.

(originalmente postado no BlogLecom)