O dia que deletei os meus ‘amigos’ do Facebook

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Uma seleta lista de 1.127 contatos, em apenas 2 horas, se transformou em 288 grandes amigos. Eu nunca gostei de adicionar pessoas que eu não conhecia ao vivo, este nem era o meu problema. Eu realmente conheci, durante estes últimos anos, este tanto de gente. Gente bacana, gente nem tanto, gente que fazia sentido por causa do trabalho, gente que eu nem gostava tanto – mas tava ali pra evitar #mimimi. Gente demais.

Muitas vezes compartilhei ali não apenas coisas do meu interesse, mas coisas do meu dia a dia, coisas muito pessoais.
Então fui lá e deletei pessoas. Sem dó.

– Daí você pensa: “ahhhhh, faz umas listas…”

Sério? Segmentação por Listas?

Não, não é o caso de ter listas. Eu não quero ter que segmentar toda e qualquer publicação minha para o tipo de público específico. Faço isso nas minhas páginas, profissionalmente, porque existe uma razão institucional. Mas eu não sou uma página, eu sou pessoa. As listas me facilitam sim, e muito! Quando quero ler sobre minha família clico lá na lista “Familia”, que como tudo que eu faço é extremamente organizada, e vejo o que está acontecendo com todos Salles.

– Daí você pensa: “ahhhhh, mas e os contatos profissionais…?”

Sério? Profissional no Facebook?

Os contatos que eu preciso – e os que se prezam – estão no LinkedIn. Sou bastante ativo na rede: sou dono de grupos, faço parte de fóruns de discussão, busco networking. Profissionalismo digno de um Social Media, e no lugar certo.

– Daí você pensa: “ahhhhh, mas o pessoal vai ficar chateado, né..?”

Sério? Ficar chateado?

Admitam: de que adianta manter uma pessoa como amiga e “cancelar a assinatura” do que ela posta? Ter um número de amigos para se gabar? E outra: tem aquele colega de escola que nem na época da escola vocês se falavam, tem aquela menina da faculdade que era irritante e que você nem sabe que tá no seu facebook (pq tem tanta gente que a publicação dela nem aparece faz tempo), tem aquele menino que você conheceu no buteco, trocou 3 palavras e o endereço do Facebook, e depois nunca mais.

– Daí você pensa: “ahhhhh, você é muito chato!”

Sério? Sou chato?

As publicações de pessoas que eu tenho um carinho enorme, pessoas importantes na minha vida, amigos de longa data que moram longe, pessoas que postam conteúdos muito bacanas nas redes sociais, estes caras todos continuam aparecendo lá na minha Timeline. Digo mais: estão aparecendo SEMPRE agora. E não tem nada mais prazeroso do que ver aquela atualização de status de quem você gosta. Mesmo que seja uma piadinha.

Agora toda vez que alguém que eu amo me perguntar se eu vi determinada atualização dela no Facebook eu vou poder dizer que SIM. Em apenas 3 dias, pude retomar contato com grandes amigos que eu não conseguia dar atenção por causa do volume de lixo que se colocava entre nós. Marquei cinema pra sexta, recebi convite para ver um projeto no sábado, marquei uma volta de bike domingo.

Se isso é ser “chato”, podem me enterrar dentro de um envelope.
Porque eu quero morrer chato como uma folha de papel.