Como é grande o seu amor por você?

Como é grande o seu amor por você?

Você não leu errado: o título é uma pergunta, e não uma cantarolada.

Todo dia me pego fazendo a mesma pergunta para mim mesmo: o quanto eu me amo, de verdade?
E ela sempre vem acompanhada de uma inquietação: o quanto esse sentimento é bom ou ruim?

Porque você sabe: o amor é um bicho traiçoeiro. Imagine que você ama o seu trabalho, mas ele te deixa exausto física e emocionalmente. Esse amor é,  ou pode ser considerado, bom para você? Depende de muita coisa.

Até onde o nosso amor pelas coisas e pessoas vence barreiras,
e até onde ele começa a criar novas sem você perceber?

Pois bem: o amor (ao meu ver) é uma percepção do mundo, uma impressão momentânea, que muda junto aos ponteiros de um relógio. Casamentos felizes e duradouros, por exemplo, são aqueles que entendem esta percepção, e possibilitam que os envolvidos possam ser felizes na maior quantidade de tempo possível. O amor romântico quebra barreiras, não as cria.

Já o amor físico, aquele que temos pelas coisas (e não pelas pessoas), depende do fato de conseguirmos quebrar todas as barreiras: as antigas, as novas e as futuras. Pois isso nossos empregos, videogames, músicas,  smartphones, carros etc., são amados com intensidade, e descartados num piscar de olhos. Eles quebram e criam barreiras a todo instante.

Mas, acima das pessoas e das coisas, está a sua própria percepção de tudo. Você é o único que sabe o quanto determinado amor é uma coisa boa.  É provável que você conheça alguém solteiro, mas feliz. Ou mesmo desempregado, mas feliz. Ou que não tem um carro e um smartphone, mas é muito feliz.

Ser feliz é relativamente fácil, o difícil é ter culhão para indagar a si mesmo se aquela coisa/pessoa importante na sua vida é realmente boa para você, e conseguir abrir mão quando perceber que não é.

Fica aqui um pensamento maluco beleza, para resumir tudo isso:

“Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo”