Abri uma cápsula do tempo!

Abri uma cápsula do tempo!

Obrigado, Fotolog, por esta relíquia de 2004.
Obrigado, Fotolog, por esta relíquia de 2004.

Dando uma fuçada no Wayback Machine lá no Internet Archive (waybackmachine.org) encontrei alguns blogs antigos meus. Um dos posts que encontrei por lá, com título “Confesso” me chamou a atenção. Ele foi escrito em 2003, 13 anos atrás.

Depois de ler tudo, resolvi conversar com esse Marcio de 19 anos que acabei de reencontrar e já considero pacas. Por isso, copiei os itens que o Marcio confessou lá em 2013 e resolvi comentá-los hoje, 2016:

— AQUI COMEÇA A VIAGEM NO TEMPO —

CONFESSO…

– Que gosto de BR’oz e Twister.
Que bom que o seu gosto musical se aprimorou com o tempo, querido, porque BR’oz e Twister são de arrancar os ouvidos pelo cu de tão ruins.

– Que tive os LPs da Xuxa até o 8.
Acredita que ela foi pra TV Record e tem um programa bem meia-boca hoje em dia? Mas continua linda, a FDP. Sabe do que a gente sente falta até hoje? Daquele microfone de papelão que vinha no LP de Karaokê dela! Eram bons tempos, e a gente era muito “criança viada”.

– Que nunca tinha ouvido falar nada sobre os Goonies, até ano passado.
E acredite, em 2016 você ainda não assistiu a este clássico cinematográfico por pura preguiça!

– Que eu sempre odiei trabalhar pro Habbib’s.
Acredita que 13 anos depois você ainda se lembra do código das esfirras de carne e de queijo? Por mais que você odiasse trabalhar no Service Desk pegando pedido de esfirra, hoje você dá um puta valor para isso. Foram empreitadas como esta que te transformaram num profissional muito dedicado.

– Que meus brincos são todos da 25.
Você tirou os brincos lá em 2007, mais ou menos, mas os furos nunca fecharam. Vez ou outra você brinca de colocar brincos neles, mas não tem mais coragem de sair na rua usando nada: nem brincos, nem relógios, nem colares… Nada.

– Que voltei umas 3 vezes pra Resende e não avisei meus amigos de lá.
Você continua fazendo isso regularmente, até a hora que perder seus amigos de lá e começar a se sentir culpado. Próxima vez que você for, avise!

– Que eu odeio o pickles do McDonalds.
Você aprendeu a gostar. Mais que isso: hoje você realmente gosta. Uns anos atrás você percebeu que andava com muito nhemnhemnhem para comer, e resolver re-experimentar tudo que achava que não gostava. Sabe o que aconteceu? Uma explosão de novos sabores voltaram para o seu paladar!

– Que eu amo fritura, mesmo falando que como pouca.
Você continua amando, e continua comendo pouco. Isso é bem normal, e quase todo mundo faz a mesma coisa. Nessa época você se achava meio diferentão para muita coisa, mas aprendeu com o tempo que o sol não gira em torno do seu umbigo.

– Que eu adoro salada, mas nem tenho saco pra fazer
Essa frase confirma que eu continuo sendo você. Tem que lavar, higienizar, secar, temperar, cortar… Um saco! A gente gosta de jogar as coisas na panela e deixar que o fogo faça o seu trabalho. Já podemos assumir isso.

– Que eu não arrumo meu armário há um ano quase
Você aprendeu a deixar as roupas mais arrumadinhas por mais tempo, mas por muitos anos essa sua realidade existiu. Talvez até 2015, diga-se de passagem. A única coisa que te fez mudar foi o seu marido – ele nem sabe disso, mas você passou a ser muito mais organizado só de vê-lo ser organizado.

– Que eu não tenho a mínima idéia do porque fiz esse post
Vou começar avisando que agora “idéia” não tem mais acento. Acredite, mudaram as regras de acentuação e hífen da língua portuguesa nesse meio tempo! Tendo dito isso, eu não tenho também a menor ideia do porque ter entrado no Wayback Machine hoje, visto o seu post, copiado e feito esse. Mas é aí que mora a maravilha de gostar de escrever! Nada mais gostoso do que pegar uma página em branco e enchê-la de novas sensações.

– Que eu não tenho idéia do que vou escrever depois disso
Nem eu. Mas uma coisa eu te digo: você vai continuar escrevendo por muitos anos. No mínimo 13, eu te garanto. Talvez o Marcio de 2029 possa complementar esse pensamento no blog dele. 🙂

— AQUI TERMINA A VIAGEM NO TEMPO —