Minha Natureza (Nada) Selvagem

Minha Natureza (Nada) Selvagem

Neste final de semana eu assisti ao filme “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild) e me pus a pensar sobre o que eu estou fazendo com a minha vida.

Diferente do filme, eu não tenho o menor tino de aventureiro – este, definitivamente, não sou eu. Mas não pude deixar de me indagar sobre quantas vezes tenho que preterir minhas vontades por causa das atribuições que as outras pessoas colocam em mim.

E se eu não quiser?” é uma frase que não sai da minha boca. Eu tenho que querer, as pessoas já ‘querem’ por mim antes que eu possa pensar numa decisão própria. Fugir do mundo seria a forma mais sensata de encontrar a mim mesmo. Eu – inclusive – já fiz isso no passado, e foi uma época incrível.

Difícil, mas incrível.

Mas isso não é uma possibilidade hoje. Pessoas dependem de mim, e eu dependo delas. Somos engrenagens que se complementam e fazem um organismo muito maior funcionar. Isso foi acontecendo aos poucos, sem eu perceber, e quando eu vi lá estava eu: preso em uma vida que não se parece em nada com a minha. Eu já não reconheço aquele Marcio de 20 anos de idade.

Hoje eu tenho 31 anos. Sei que ainda sou bem jovem para ter essa visão, e que tenho muito pela frente. Esse texto não é um discurso derrotista, pelo contrário: ser uma engrenagem cria em mim uma responsabilidade que eu nunca achei que eu teria. É inesperadamente engraçado, mesmo sendo um pouco agoniante em alguns momentos.

Mas fica a dica: se você tiver a possibilidade de fugir para se encontrar, fuja. Não seja uma engrenagem aos 30, se isso não for o que você realmente quer ser. E você nunca vai saber se você não tentar. Vai ser difícil? Vai! Mas no final do dia o que importa é você estar feliz com as suas próprias decisões.

Só não se esqueça: a felicidade só é real quando é compartilhada.