Ninguém é de ferro: nem eu, nem você… nem o Robert Downey Jr.

Ninguém é de ferro: nem eu, nem você… nem o Robert Downey Jr.

Quem não tem uma sujeirinha no passado que levante o tapete, não é mesmo?

Hoje, ao assistir à entrevista do Canal 4 britânico com o ator Robert Downey Jr – essa aí de cima – me peguei pensando sobre o quanto as coisas que a gente faz podem voltar à tona nos momentos mais inoportunos da nossa vida.

Eu não tenho um passado incrível, e tem muita coisa que eu olho para trás e penso – “nossa, eu realmente fiz aquilo?”. Fiz, até mais do que as pessoas imaginam. Porque eu nem sempre fiz na frente de pessoas conhecidas, ou contei para elas depois. E eu não sou famoso, então nunca “vazou” por aí.

Assim como a internet possui o “deep web“, nós também temos um lugar obscuro cheio de informações e acontecimentos de gostos discutíveis, que só a gente sabe onde fica. Porém, se alguém pesquisar com afinco, consegue encontrar.

Mas por que as pessoas procurariam essas coisas?
Simples: a aparência “perfeita” incomoda.

Nem eu, nem você, nem Robert Downey Jr somos perfeitos. Nossos erros, assim como os nossos acertos, definem quem somos, mas não nos limitam – ou seja, não é porque eu errei muito no passado que eu sou uma má pessoa hoje. Pelo contrário: através do erro pude ver como poderia acertar a partir dali.

Mas quando você “acerta demais”, as pessoas precisam buscar um erro que reaproxime sua postura à realidade delas – afinal, o ato de errar é o que te faz humano. E desta forma elas voltam a ficar confortáveis.

Minha sugestão é: erre tentando acertar, o tempo todo. Assuma seus erros para você mesmo, e aprenda com eles. Se alguém te limitar por eles, mostre que você consegue ser maior do que isso. E se insistirem no julgamento do seu erro, saia de perto: essa pessoa com certeza não quer o seu bem.