O preconceito por ser diferente

O preconceito por ser diferente

Não é fácil ser diferente dos outros, e ninguém nunca disse que seria.

Ser diferente é ter que provar, diariamente, o quanto você é merecedor da sua própria vida, mesmo que isso seja um tanto óbvio (se partirmos do pressuposto de que todos somos igualmente humanos).

Qualidades todos temos! São os nossos defeitos que definem nossas principais características. Somos recheados deles em nossas personalidades, que geram nuances de postura e conduta na nossa rotina. Algumas pessoas podem considerar tais defeitos como ‘incorretos’ sob seu ponto de vista pessoal, enquanto outros os enxergam como nossos ‘diferenciais’.

Não agradamos a tudo e a todos, isso faz parte da nossa existência. Há quem sofra por ser mulher, outros por gostarem de se relacionar com pessoas do mesmo sexo, alguns por estarem acima do peso, outros abaixo. Alguns possuem o corpo perfeito e gostam do sexo oposto, e sofrem por não serem levados a sério pela sociedade ou terem sua inteligência subjugada.

Preconceito está aí para quem quiser usufruir, e existe para todas as variações humanas.

Controlar o preconceito não é algo natural para as pessoas, e essa é a única certeza que podemos ter sobre o assunto. Para vencer nossos preconceitos é preciso ter uma coisa chamada “empatia”, e também uma pitada de “paciência”. São dois ingredientes que, assim como a lactose e o glúten, estão cada vez mais em desuso no mundo moderno.

Entenda: não devemos abaixar a cabeça quando sofremos com o preconceito alheio. Mas a agressão – verbal ou física – nada tem a ver com empatia, muito menos com a paciência. Use um tempo do seu dia tentando ser gentil com o diferente, dê o exemplo para os outros.

Saiba que, embora esse texto tenha começado com a frase “não é fácil ser diferente”, a verdade é que ninguém é – ou jamais será – igual a você: ser diferente é a coisa mais normal do mundo. 😉