O que eu não quero…

O que eu não quero…

Sou um cara fácil de ser agradado, de gostos simples e sem o menor interesse em status. Por isso, ao invés de falar as coisas que eu quero, hoje eu vou fazer exatamente o oposto.

Eu não quero que o governo ou a religião decidam como eu devo usar o meu corpo, exceto se eu estiver colocando a mim mesmo ou outros em risco. O corpo é meu: se alguém tira-lo de mim, eu deixo de existir.

Eu não quero viver numa sociedade onde não se dá “bom dia”, “obrigado” ou “desculpa”. Um pouco de harmonia, sensibilidade e respeito nunca são demais no dia a dia.

Eu não quero que a pressa dite a minha rotina. A urgência das pessoas consomem sua humanidade, fazendo com que elas hajam de uma maneira que jamais fariam se estivessem tranquilas.

Eu não quero ser rico nem acumular uma fortuna. Eu quero ter o suficiente para viver – e morrer – tranquilo. Não faço a menor questão de fazer uma viagem internacional enquanto pessoas que eu amo passam necessidade.

Eu não quero me podar para agradar padrões sociais. Gosto da liberdade de falar, me vestir e ser como eu quiser. Se eu quiser usar saia, dançar na fila do mercado e não ter um filho, que assim seja.

E o principal…

Eu não quero ser mártir ou cagar regras. Esse post, assim como vários outros, é um desabafo. Fiz questão de começar todas as frases com “EU” pois são coisas que quero para mim, não para você. Decida as coisas que te agradam, que não ferem os outros. Eu desejo que você tenha força e paciência para fazer o mundo que te cerca mais feliz.