Trabalho e Lazer: como balancear?

Trabalho e Lazer: como balancear?

Hoje eu vim aqui me abrir sobre um eterno dilema que eu tenho na vida vida adulta: balancear profissão e diversão, coisa que fica ainda pior quando você gosta do seu trabalho.

Para apresentar o meu problema, eu resolvi separar em três subtítulos:

Não há lazer sem trabalho

Divertir-se com custo zero na cidade de São Paulo não é lá coisa muito difícil de se fazer, mas ter paz de espírito para se divertir é algo completamente diferente. Eu simplesmente não consigo me divertir com nada quando minha cabeça está presa em contas e mais contas – e para isso eu preciso de dinheiro. Só viver na diversão, também, acaba cansando e fazendo tudo perder a graça. Ou seja: não dá pra se divertir se você não tem um trabalho para chamar de seu, mesmo que você o odeie.

Não há trabalho sem lazer

Só trabalhar faz a gente ficar frio e não aproveitar o que o mundo oferece. Eu me lembro sempre de uma época em que eu precisava me afastar um pouco de tudo, e para isso mergulhei no trabalho. Minha vida era trabalho – casa – trabalho, com pequenas pausas para comer e dormir. Foi a época mais triste e mais esclarecedora que eu tive. Quando a gente só tem o trabalho na cabeça, surge automaticamente aquela indagação: “mas qual é o sentido da vida?“. E isso faz a gente repensar muita coisa.

Como balancear lazer e trabalho?

Não tenho a MENOR ideia. Algumas vezes eu acho que devemos dar todo o nosso valor para o lazer, e usar o trabalho como uma ferramenta para alcançá-lo – e só. Outras vezes eu já acho que o trabalho precisa ser divertido e fazer parte do lazer, de forma a deixar a vida como um todo mais leve.

O fato é que quando a gente trabalha em algo que nos dá prazer, muitas vezes a gente se perde e acaba “trabalhando demais”, e esquece que a vida de verdade está lá fora. Colocar a diversão no trabalho também pode nos fazer esquecer que estamos numa empresa que visa lucro, e que você é só uma peça neste maquinário. Uma peça que pode ser substituída num piscar de olhos, e algumas vezes sem aviso prévio.

Só usar o trabalho como ferramenta, de forma fria, faz com que ele seja cada vez mais maçante e um “fardo necessário”. Cansa o corpo e a mente num nível que faz a gente perder um pouco do brilho nos olhos. E mais: quando a gente trabalha sem nenhum tesão no que faz, o trabalho nunca fica realmente bom. Precisa ter um carinho especial com o produto final do trabalho para que ele seja realmente valioso para o mercado.

Então, o que me resta é o eterno impasse.

Como vocês costumam balancear a vida profissional e pessoal?
Deixe sua história aí nos comentários e ajude outras pessoas (como eu) a ter mais sucesso nesta luta diária.