Reeducação alimentar: mitos, verdades… e o meu relato!

Reeducação alimentar: mitos, verdades… e o meu relato!

Estou em um processo de reeducação alimentar, e toda vez que isso sai da minha boca, alguém se contorce.

Então vamos voltar do começo: eu não sou/estou gordo, não me alimento mal, não tenho intolerância a nenhum alimento – pelo menos não que eu soubesse até então. Então por que raios reeducar?

Bem, existem algumas coisas que a gente não percebe quando coloca a alimentação no “automático”, especialmente se você come em restaurantes self-service. Isso porque a gente pensa assim: “ahhh, hoje eu vou comer só essa bolinha de queijo” ou mesmo “vou pegar essa saladinha aqui e tá tudo certo”.

A gente, aos poucos, vai perdendo o controle do que faz – ou não – bem ao nosso organismo. É uma roleta russa: você acha que se alimentou bem, mas não se sente tão bem assim na parte da tarde ou noite. Daí se pega pensando “o que será que eu fiz de errado? ”, mas não encontra a resposta nunca, e acha que foi só uma indisposição.

A gente não percebe que o corpo é um organismo vivo, que está em constante mudança. Se você tem propensão a ter pedras nos rins, por exemplo, e abre exceções para barrinhas de cereal, miojo, atum light ou salada adornada com parmesão, você está fazendo TUDO errado.

A minha reeducação é bem simples: eu parti de uma base alimentar simples: arroz integral, alface e uma carne grelhada. Me senti bem com estes ingredientes, então eles foram os escolhidos para os testes. Depois, comecei a incluir um ingrediente por vez no prato.

No primeiro dia, tomate. Tudo ótimo. No segundo dia, mandioquinha. Tudo ok até aqui. No terceiro dia, palmito…. ALERTA DE DOR DE BARRIGA! Quarto dia, outro restaurante, de novo palmito… ALERTA DE DOR DE BARRIGA! Quando eu ia imaginar que o meu querido palmito, colocado unitariamente ao lado da salada, ou misturado no arroz, era um vilão para o meu corpo? Nunca – a não ser que eu fizesse esse teste.

Então, mais do que um relato, fica esta dica para a conclusão: conheça o seu corpo. Ele é seu para cuidar, e só você é capaz de sentir o que o deixa saudável ou não.

E, complementar a tudo isso, consulte um alergista e um nutricionista. O primeiro pode ajudar a encontrar componentes de produtos – e não produtos específicos – que te fazem mal (como glúten, lactose ou até soja). O segundo pode te ajudar a ter uma dieta mais balanceada, com relação a fibras, nutrientes, gorduras e açúcares.