As empresas e agências que merecem morrer na internet

As empresas e agências que merecem morrer na internet

“Temos um novo produto!
Vamos acionar nossos influenciadores?”

A maior parte das empresas e agências, no momento em que resolvem fazer um anúncio, buscam um Excel salvo numa rede corporativa, onde constam nomes, telefones e endereços de pessoas que elas consideram “influenciadores” de suas marcas.

Essas listas são produzidas – muitas vezes – com base no gostoso pessoal de quem a está fabricando. Vez ou outra colocam alguma pessoa ali que esteja no hype no momento – depende do “objetivo” da ação. É moda? Bota a Julia Petit. É humor? Bota o Cid. É uma “ação bonitinha”? Manda pro Brainstorm9.  E assim vai…

E qual é o problema disso?

Imagine um outdoor posicionado em uma via de grande fluxo da cidade, e um outro colocado numa rua de “classe A”. Você coloca neles o mesmo anúncio. O resultado é bacana, o pessoal elogia, compra o produto. E na segunda vez que você fizer a mesma coisa, talvez o resultado seja igualmente bom.

E qual é o problema disso?

Você não cresce. Pode sim oscilar positiva e negativamente em conversão de vendas, em “brand awareness” ou qualquer outro KPI, mas você não cresce. As suas fronteiras e o seu potencial de alcance serão sempre os mesmos. O mesmo fluxo alto de um, com o mesmo fluxo “classe A” do outro.

E qual é o problema disso?

Vício. Sempre haverão alguns “brand lovers“, que são aquelas pessoas que dificilmente mudam seus hábitos de consumo e vão continuar fãs do seu produto. Mas eles são raridade num mundo com tanta variação econômica. Basta uma mudança simples e tudo pode ir por água abaixo – até um cliente fiel.

CACETE MÁRCIO, MAS QUAL É O PROBLEMA DISSO?

O problema é um mercado acomodado, com marcas acomodadas, ações de marketing acomodadas e públicos acomodados, consumindo produtos acomodados. É a propaganda de cerveja com bunda, é o post do portal que te obriga a clicar para entender a matéria, é o blogueiro que recebe brinde de marcas que ele nunca cita, exceto quando recebe brinde.

O nome disso, pra mim, é “Acomodação de Imagem”.
É confortável, é quentinho, é previsível… mas é uma fórmula falha e cansativa.

Marcas acomodadas merecem morrer nas redes sociais porque elas não estão ali para agregar algum valor na vida das pessoas, nem para se desenvolverem com base em um público consumidor: estão ali para oferecer a mesma receita de bolo, com recheios diferentes, dia após dia.

E sim, há quem goste de comer o mesmo bolo todo dia.
Mas duvido que você não enxergue um problema nisso.