BBB: o amor, o ódio e o segredinho

BBB: o amor, o ódio e o segredinho

Você está pensando “ai, lá vem outro post teorizando BBB #mimimi“, mas eu te convido a ler o post até o final antes de dar uma opinião – só não me elimine por falta de afinidade.

Para entender o sucesso do Big Brother Brasil, precisamos dividi-lo em quatro partes, da menor para a maior importância:

4) Participantes

O menos importante, com toda certeza. Ninguém os conhece, mas eles chamam a atenção pela beleza, feiura, simplicidade, história difícil, preconceito, temperamento explosivo e até por ficarem calados demais. Tudo é motivo para ser julgado e até mesmo a pessoa mais santa do mundo tem um defeitinho pra mostrar na tela.

3) Edição

Se os participantes estão entregando pura apatia para as câmeras, é a edição que torna tudo mais interessante. Na ausência de imagens, charges. Na ausência de charges, festa com álcool. Na ausência de tudo isso, teorias da conspiração com fundinho humorístico. Sempre existe um plano na manga.

2) Emissora

Estar na Globo faz toda a diferença. Tem audiência mínima garantida, infraestrutura de dar inveja, equipes trabalhando 24×7, qualidade de imagem, alcance em todo o território nacional, isso sem falar em coisas básicas como o relacionamento da emissora junto a grandes influenciadores, como blogs de celebridades e fofocas.

1) Projetos Comerciais

Aqui é o mais importante: enquanto blogueiros de TV divulgam dados quentíssimos de IBOPE e quem ficou pelado, a audiência está prestando atenção no que está sendo feito pelos participantes e quem ficou pelado. Neste momento a equipe comercial está abrindo a segunda remessa de champanhes, isso porque os pacotes comerciais são extremamente bem feitos e atrativos para empresas anunciantes, já foram apresentados em meados de 2014 para as agências de publicidade e todas as cotas de patrocínio já foram vendidas no mesmo período. Planejamento puro: o programa está pago antes mesmo das medições de IBOPE, dos blogs de celebridades, da edição e até dos participantes. Muito bem pago, diga-se de passagem: o prêmio dado ao vencedor equivale a cerca de 5% do faturamento do programa.

Descobriu o segredinho?
Então vou deixá-lo mais aparente: a audiência não influencia em NADA a existência do Big Brother Brasil, apenas quem vai ganhar.

Há quem demonize a emissora, eu já acho que ela está sempre na liderança porque não dá ponto sem nó. E planejamento bem feito só pode resultar em sucesso. Se o objetivo é dinheiro, ele já foi alcançado.

Por isso ame, odeie ou pouco se foda: ano que vem (e enquanto houverem anunciantes) tem mais!