Entrei em “Território Hater”, e estou muito medo.

Entrei em “Território Hater”, e estou muito medo.

Entrei em um território “Hater” para fazer uma pesquisa de campo, e fiquei com muito – MUITO – medo do que eu vi.

Medo pelo meu país, pelos meus familiares… Medo pelas linhas de raciocínio que são criadas por esses grupos internet afora. Eles clamam palavras de ordem enquanto causam a mais pura desordem, chamam seus seguidores de “soldados” e lutam contra a impunidade do sistema, esperando no processo virar parte dele e roubar um lugar ao sol.

O território hater me fez muito mal.

A cada comentário que eu via em silêncio, parte de mim morria. Meus dedos gelavam com as ideias deturpadas que ganhavam força entre as pessoas do grupo, enquanto eu assistia a tudo de forma aparentemente plácida. Mas sentia a minha humanidade escorrendo pela minha pele.

No processo, cometi um erro: levantei a mão, e falei o que eu pensava.
(Eu e essa maldita mania de achar que a democracia é justa!)

Agora temo por uma paz que pode deixar de existir. Se eu tivesse simplesmente saído de fininho… Mas não: eu me expus e, no processo, posso acabar queimado em praça pública. Preciso lembrar que a internet não é um lugar para ter opinião, ou para pensar! A internet é um lugar onde novos líderes juntam soldados e impõem seu estilo de vida e pensamento enquanto expandem seus territórios.

Só consigo pensar em uma coisa: dou graças a Deus por ter nascido gay, e ser incapaz de colocar novas pessoas nesse mundo.

Que mundo cruel!