Um novo império acaba de nascer na Internet… Você percebeu?

Um novo império acaba de nascer na Internet… Você percebeu?

Você chega no trabalho e liga o computador.
Assim que o sistema operacional carrega você provavelmente abre o seu e-mail corporativo.
Depois, abre uma planilha, ou um texto, ou uma apresentação que você precisa para dar andamento em alguma demanda.

Agora vamos dar alguns nomes ao mesmo processo:

Você chega no trabalho e liga o PC.
Assim que o Windows carrega você provavelmente abre o seu Outlook.
Depois, abre um Excel, ou um Word, ou um PPT que você precisa para dar andamento em alguma demanda.

Você ainda não havia entendido ainda por que Microsoft adquiriu recententemente o LinkedIn?

Exatamente por isso: embora a empresa já faça parte do dia a dia de seus usuários de diversas maneiras, há muito tempo que ela não faz parte da nossa vida social. Desde que o MSN Messenger foi descontinuado – e seus contatos ‘migrados’ para o Skype – a Microsoft não conseguiu mais voltar para a nossa rotina. Pelo menos não para aquela que toda empresa quer estar, aquela que o Facebook domina, e que nem o Google conseguiu desbancar com o seu Orkut ou com seu Google+.

Mas o LinkedIn é uma rede social diferente, que deu certo. Que desde sua criação sobrevive muito bem ao domínio do Facebook. Porque ela não é como as outras, é uma rede que tem como objetivo colocar profissionais para trocarem experiências, informações e até novos empregos. Sabe como é: “amigos amigos, negócios à parte”.

Por que a Microsoft compraria o Twitter ou o Snapchat?
Que valor agregado elas trariam para a Microsoft?

Se o objetivo fosse apenas fortalecimento de marca, talvez até faria sentido. Assim como a compra do Tumblr fez sentido para o Yahoo lá em 2013. Por mais que a aquisição não tenha rendido bons frutos – financeiramente falando – ela deu um respiro de imagem para o portal.

Mas a Microsoft está com a imagem bem segura, sempre esteve. Com o novo sistema operacional mais estável e rápido, ferramentas líderes no mercado corporativo e muito investimento em virtualização e cloud computing, além do sucesso que é a sua linha de games, uma das únicas coisas que ainda faltavam era se aproximar novamente da nossa vida social. Agora o problema foi parcialmente resolvido.

E mais: com a atual política da empresa de simplificar e transformar suas ferramentas em produtos online (como é o caso do Office365), os usuários do LinkedIn não devem ficar nem um pouco preocupados: se tem alguém que entende sobre soluções corporativas que simplificam a nossa vida, esse alguém é a Microsoft. E se eles resolverem integrar uma ou outra ferramenta por lá, será mais do que bem-vindo!

A Apple tem suas linhas de aparelhos portáteis, coisa que a MS não conseguiu com a Nokia.
O Google tem o sistema operacional mobile líder, coisa que a MS não conseguiu com o Windows Mobile.
Mas agora a Microsoft tem uma coisa que une todas elas: o Networking, as ferramentas de trabalho e as informações compartilhadas pelos melhores profissionais do mercado.

Windows + LinkedIn + Office365 + Skype + MS Cloud + SlideShare.
Seria este o império do ambiente corporativo do século XXI?